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Novas propostas. Novos desafios...

Vivemos hoje em um mundo extremamente competitivo em todos os seguimentos profissionais, mas acredito que, sem medo de errar, o setor onde a concorrência é mais acirrada e mais covarde é a informática.

Tenho 15 anos de estrada, muita experiência acumulada e literalmente milhares de reais investidos em treinamentos (só minha certificação linux custou quase R$ 4000,00). Mesmo assim, cobro valores considerados "baratos" pelos meus colegas. Mesmo assim eu não "prostituo" o mercado pois sei que o maior prejudicado serei eu mesmo.

Porém, tem muito "técnico" circulando pelo mercado que acabou de fazer um cursinho de montagem e manutenção fraco e sem conteúdo e já se acha "especialista"... hahahaha... Consei de dar aulas pra estes "especialistas" e dei muito esporro neles por prostituirem o mercado, "trocando serviço por cachaça".

É ridículo ver como as coisas podem ser corrompidas pela prostituição no mercado da informática. Eu mesmo já cheguei a ser recusado por clientes que diziam que o outro "técnico" tinha cobrado muito menos.

Só pra vocês terem uma idéia, certa vez estava avaliando um contrato, onde, com boa vontade, mas sem "dar mole" pro cliente dava pra cobrar, com justiça, R$ 600,00... O cliente me deu a seguinte resposta: "R$ 600,00...??? Não. Me desculpe mas não vai dar pra fechar porque o último técnico que esteve aqui me cobrou R$ 300,00!!! Na verdade eu ainda estou vendo se consigo alguém que cobre menos!!!"
Com isso percebemos que a própria atitude "anti-ética" do tal "técnico" o prejudicou, pois, se ele tivesse cobrado próximo ao que eu cobrei, ou até mais, o cliente perceberia que este seria o preço médio de mercado, e acabaria cedendo. Mas, uma vez que alguém "deu mole" ele vai procurar um que esteja "com mais fome" do que o primeiro, e assim o mercado vai sendo corrompido. Triste cenário.

Mais o cliente que procura um "profissional mais barato" paga por aquilo que recebe, e fatalmente ele acaba se deparando com um jovem inexperiente, irresponsável e inadequado às necessidades do cliente, ficando o mesmo à deriva, e em muitos casos resultando em prejuízos enormes e "cabeças cortadas".

A questão é sensível, e tem muito "pano pra manga" mas, enquanto os contratantes não começarem a se preocupar mais com as qualificações dos seus prestadores de serviço do que com o quanto vão pagar por eles, a coisa toda ainda vai dar muito o que falar.

O pior de tudo é que é fácil identificar um mau profissional logo de cara: A forma como o mesmo se porta dentro das dependências da empresa, sua pontualidade, sua forma de se comunicar, seus trejeitos, sua objetivedade (ou a falta da mesma em uma conversa objetiva), seu histórico (ou a falta do mesmo), etc... Indícios não faltam, o que falta é seriedade dos contratantes...

Eu não sou feirante, e meus serviços não são verduras ou legumes pra serem "rifados" à preço de cascalho... É claro que sempre existe margem pra concessões estratégicas e condições "dispensáveis" que ao serem negociadas, dão ao cliente a enorme sensação de vitória... E é baseado nestes "truques de negociação" que vou fazer uma série de comentários aqui no grupo.

Espero poder ajudar a todos.

Um grande abraço.

Renato Siqueira
Artigo retirado do grupo yahoo - http://br.groups.yahoo.com/group/admintec/message/1

Um comentário:

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